Os riscos da obesidade à saúde

Postado em: Cuidados com a Saúde - 09/12/2019

A obesidade é uma doença crônica cada vez mais comum. Por ser uma doença multifatorial, que envolve aspectos metabólicos, genéticos, psicológicos, sociais e ambientais, a obesidade não pode ser associada somente à ingestão alimentar e ao gasto de energia.

Para medir a obesidade, o principal método é o Índice de Massa Corporal (IMC). Esta é uma ferramenta de medida usada em nível populacional e na prática clínica. O IMC é calculado tomando por base o peso e a altura de cada indivíduo. Por exemplo: com base no cálculo do IMC, feito através da fórmula peso/altura2, se a pessoa pesa 95 kg e possui 1,75m de altura, teria o IMC de 31,02, que se enquadra como obesidade grau I.

O IMC se classifica em diferentes níveis:

    Abaixo do peso: IMC abaixo de 18,5

    Peso normal: IMC entre 18,5 e 24,9

    Sobrepeso: IMC entre 25 e 29,9

    Obesidade Grau I: IMC entre 30 e 34,9

    Obesidade Grau II: IMC entre 35 e 39,9

  Obesidade Grau III: IMC acima de 40

Outras medidas

Embora popular, o Índice de Massa Corporal não pode ser o único parâmetro para definir o peso ideal, pois não considera a composição corporal. Se a pessoa for magra, com pouca massa gorda, mas tiver muito músculo, não significa que está acima do peso.

As medidas antropométricas, que envolvem peso, estatura, espessura da dobra cutânea (bíceps, tríceps, subescapular e suprailíaca) são mais indicadas para medir o peso ideal, juntamente com a circunferência abdominal, que é outro indicador de risco e deve ser medida por profissionais habilitados, preferencialmente.

Abaixo, estão algumas condições que podem estar relacionadas à obesidade e impactar a saúde:

Hábitos alimentares

A ingestão alimentar não está diretamente ligada à obesidade, mas vale ressaltar que merece atenção especial. A qualidade e a quantidade do que se ingere reflete na saúde como um todo. As escolhas e hábitos alimentares, como mastigar rápido, distração com eletrônicos, substituir com frequência a chamada comida de verdade por ultraprocessados e industrializados são algumas das atitudes que contribuem para o aumento da obesidade.

Saúde emocional

Tão importante quanto cuidar da saúde física, é ficar atento à saúde psíquica, que pode desencadear mudanças no comportamento alimentar. Problemas como ansiedade, depressão e outras situações que envolvem o lado emocional podem influenciar no nosso corpo.

Sono

Estudos comprovam que a pessoa que sofre com insônia, sono agitado, ou não dorme o suficiente, está mais propensa a ganhar de peso. Isso acontece porque o organismo vai ficando sobrecarregado e os órgãos deixam de funcionar adequadamente. É uma cascata de complicações: dormir mal pode acelerar o processo de inflamação de todo o corpo, o que dificulta ainda mais o emagrecimento ou manutenção do peso ideal.

Sedentarismo

Ser fisicamente ativo é fundamental para prevenir e combater a obesidade e para gastar as calorias que se ingere, muitas vezes em excesso. É preciso ter um plano de ação que se encaixe em cada condição de saúde e atenda a demanda para eliminar ou evitar os quilinhos a mais que provavelmente resultam em problemas de saúde.

Doenças

A prevalência de determinadas doenças é maior em pessoas acima do peso, pois  sobrecarrega os órgãos e abre caminho para outras complicações, como diabetes de mellitus, problemas respiratórios, cardiovasculares, osteoarticulares, digestivos, alguns tipos de câncer, entre outros.

Obesidade é uma doença e precisa de atenção especial. Comer, dormir, e tantos outros hábitos são ações rotineiras, mas que nem sempre fazemos com qualidade. Portanto, invista em sua saúde e faça tudo isso com atenção e sem exageros!

 

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