Qual a relação da endometriose com a alimentação?

Postado em: Alimentação Cuidados com a Saúde - 10/05/2019

A endometriose é uma doença que atinge uma parcela de mulheres em idade reprodutiva, e para entender melhor, vamos detalhar um pouquinho mais sobre essa condição, começando pelo endométrio que é mucosa que reveste a parede interna do útero e durante o ciclo menstrual, a ação hormonal provoca mudanças. O estrogênio faz com que o endométrio engrosse de modo a nutrir um embrião, mas se não houver gravidez, o estrogênio é produzido em quantidades menores e aumenta a produção do hormônio progesterona, que faz com que o revestimento endometrial se solte do útero e se torne o fluxo menstrual e isso se estende até a menopausa.

A endometriose pode ser assintomática, ainda não há causas bem estabelecidas, há algumas possibilidades de teorias como: genética, deficiência do sistema imunológico e outras condições que são investigadas frequentemente. Os sintomas mais comuns são: dismenorreia que tem fluxo aumentado com a evolução da doença, dispareunia que é a dor durante as relações sexuais; inchaço abdominal, dor e sangramento intestinais e urinários durante a menstruação e infertilidade. Os fatores de risco estão associados com alterações no útero, estresse e má alimentação.

Mas afinal, será que a alimentação tem alguma relação com essa doença?

A resposta é SIM! Muitos estudos têm apontado uma forte ligação com certos alimentos e quem costuma cuidar da alimentação, consegue equilibrar a ingestão de nutrientes que favorecem a saúde como um todo.

Aquela recomendação básica de porções de todos os grupos de alimentos é mantida, e claro que é importante priorizar alimentos in natura e caprichar nas frutas, verduras,  legumes, cereais integrais, peixes e carne magra; já os alimentos processados e ultraprocessados devem ser evitados ao máximo; afinal já foi comprovado que esses tipos de alimento geram desequilíbrio no organismo e a tendência é de virar uma cascata de complicações.

Alimentos com ação anti-inflamatória; as chamadas gorduras boas como: azeite de oliva, fontes de ômega 3, óleo de linhaça, chia, peixes como salmão, sardinha, castanhas; são algumas opções para incluir com mais frequência e podem agir nas prostaglandinas que são substâncias que causam dor e inflamação; em determinados casos, a suplementação também é recomendada.

As vitaminas do complexo B, tem um papel fundamental na regulação hormonal, reduzindo estresse e desconfortos comumente relatados por quem sofre com essa patologia. Exemplos deste grupo são: castanhas do Brasil, sementes de girassol, algas, amêndoas, aveia, cogumelos, vegetais verde escuro, ovos, leite, nozes, espinafre, lentilhas, quinoa, amaranto, maca peruana.

O incentivo à prática de hábitos saudáveis tem por objetivo promover mais qualidade de vida; destacamos que os conteúdos têm caráter informativo e que a avaliação com especialista é fundamental para um diagnóstico adequado e individualizado; se tem sentido desconfortos, procure ajuda para evitar agravamento do estado geral de saúde.

Nutricionista Natuclin10

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